sábado, 26 de março de 2011

What's the point?

Então você vive a vida que tem. Trabalha com o que nunca imaginou que ia trabalhar, faz o que não é a sua cara e ainda tem que tolerar as desvantagens disso. Mas que bela merda você se meteu.

Não se preocupe, uma grande maioria da raça humana vive exatamente isso.

Será que estamos vivendo em uma porcaria de ciclo sem fim? Onde temos que nos submeter a tudo aquilo que não gostamos só por que a sociedade diz que é certo? "Você tem que trabalhar para formar seu carater, ir atrás daquilo que gosta". Vá se foder. Eu não quero viver minha vida fazendo aquilo que não gosto só para poder pensar no que quero fazer no futuro. Qual a moral disso?

E ainda, durante toda essa merda junta que acontece no seu dia-a-dia, você começa a desenvolver sentimentos por outras coisas e pessoas. O seu trabalho deixa de ser chato e revoltante quando você conhece pessoas novas que aliviam esse fardo. Ou então passa a mudar sua forma de pensar por causa da repetição.

Isso é totalmente errado. Deveríamos poder fazer aquilo que gostamos sem nos preocupar. Nos submetemos a coisas que não deveríamos apenas para sermos normais e podermos viver em paz. "Paz", eu diria, pois se temos que viver isso para sermos normais, a paz não tem como reinar.

Então o que fazer? Aliás, o que podemos fazer? Simplesmente tacar um "foda-se" e ver no que dá? HA! Não existe isso, ninguém tem coragem. NINGUÉM. Não tem o que fazer, simplesmente temos que nos submeter e tolerar as consequências. A vida é uma merda, não tem jeito.

Porém, podemos ser racionais e aproveitar o tempo para pensar no futuro. Mas o futuro demora, caralho! A paciência para isso é o problema. As vezes não temos paciência e mesmo assim estamos no meio disso tudo! Como fugir disso? Não há escapatória.

Felizes são aqueles que acreditam que essa merda toda funciona. Aqueles que se iludem com o comodismo e com aquilo que olham em sua frente todos os dias. Gostaria de ser assim, de aceitar as coisas como são e seguir em frente. Infelizmente, isso não é possível. Já fui corrompido com aquela maldita larva que entrou no meu cérebro e instalou a razão.

Não posso apelar para um ser superior, um Deus. Foda-se com isso tudo. Não vou depositar o resto de sanidade e humanidade que ainda tenho comigo em uma escrotice que é a religião.

Se tenho problemas, tenho que resolvê-los. E não vou depender de nada além de mim mesmo para isso.

Enfim, pra quê vou me preocupar com coisas mundanas, sendo que nem disso consigo viver? Preciso de tempo para me acertar, mas enquanto isso não acontece, tenho que viver no cinza de todos os dias, naquilo que não suporto para ser taxado de normal. Suportar toda essa agonia para um dia poder saber o que devo fazer.

É foda, mas acredito que muitos passam por isso, mas cada um tem sua maneira de lidar com essas situações. A minha ainda não é conclusiva, ainda não sei o que fazer. Enquanto não sei, fico aqui me lamentando por escolhas que duvido terem sido certas.

Não tem o que fazer, devo suportar isso até que algo me mostre o caminho certo. Ou parar de depender disso para fazer o que devo fazer. Talvez eu esteja acomodado, mas na pior das coisas. Talvez eu seja o errado e tudo esteja certo. Como vou saber? Nunca saberei, apenas tenho que tentar alguma coisa. O que tentar? Esse é o problema.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cigarro

É mais um dia ensolarado de verão.

Os dois estão aproveitando sua tarde de folga em um parque da cidade, do jeito que ele queria. A intenção era que fosse como uma cena clichê de filme, em que o casal fica deitado na grama aproveitando o clima e a paisagem.

Tudo ia bem, eles sorriam e davam risadas juntos das besteiras que ele contava.

Ainda deitados na grama, ele decide acender um cigarro. Ela percebe e sente-se incomodada, porém não demonstra.

Ele acende o cigarro e percebe que algo está diferente. Ela está olhando para o outro lado.

Ela se levanta e finge estar apreciando a paisagem do lago a frente. Obviamente transparecendo indiretamente sua repulsa pelo ato dele ter acendido um cigarro.

Ele olha para ela e pausa. Primeiramente ele imagina que talvez fosse o fato de estarem em um lugar tão limpo e bonito, o cigarro não se encaixaria. Mas na verdade, era apenas seu vício se defendendo.

Então ele tenta se aproximar, mas ela dá um passo a frente, ainda de costas para ele.

Ele diz, com um sorriso no rosto: "Ok, já entendi."

Ela se vira, tentando imaginar se de fato ele tinha entendido, mas espanta-se ao ver o que ele planejava.

Segurando o cigarro de ponta cabeça, sua mão estava aberta logo embaixo da brasa.

"O que ele está pensando? Está me assustando", ela pensa.

"Não é a primeira vez que vejo seu olhar sair de encontro aos meus. Eu sei que você não gosta que eu fume e por muito tempo eu fingi que não percebia. Mas não mais."

É então que ele afunda a ponta incandecente do cigarro em sua palma, que agora treme, mas não recua.

"Você está louco?? Não precisava fazer isso!"

"Sim, precisava. Não quero que meu vicio acabasse de maneira não tão significativa. A dor que sinto agora servirá de lembrança de que você foi quem me salvou, quem me deu vontades o suficiente para entender que o que eu estou fazendo é errado. Que a pessoa que eu mais me importo não suporta isso e portanto não posso ser egoísta e manter algo que te afasta de mim, apenas pelo prazer de fumar."

"Faço isso porque sei que é importante para você. Faço desse jeito pois quero que você veja o quanto eu sou capaz de mudar por você. Faço porque te amo."

Ela fica sem palavras. "Ainda sim é loucura", ela diz em voz baixa, mas com um tom de felicidade que é notado pelas suas bochechas agora rosadas e seu sorriso.

Ela fecha sua mão e a beija. Olha para seus olhos e o beija apaixonadamente. Tira a faixa que segurava seu cabelo e amarra na mão dele, onde agora reside uma futura cicatriz.

"Sempre que eu olhar para essa cicatriz, lembrarei de você e de como você foi importante para mim."

"Bobo... era só você ter falado tudo isso. Não precisava apagar o cigarro na mão!"

"Ah, eu sei... mas assim eu pareço mais "cool" hahaha"

Os dois dão risadas juntos e se abraçam novamente.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano novo

O que você espera do ano novo? Que sua vida mude para sempre? Que você conheça a pessoa da sua vida?

Na real, o que eu mais quero é me divertir. O ano mal acabou e não vejo a hora de passar vergonha, de fazer besteira.

Estamos em janeiro, temos mais 11 meses de pura estupídes. Então por que vamos nos segurar? Tentar melhorar o que era errado ou ruim. A vida inteira se baseia nisso, tentar ser melhor, então enquanto ainda podemos ser errados, por que não aproveitar?

Ainda sendo novo, olho para trás e acho que podia ter sindo mais inconsequente. Agora que ainda sou novo, penso como posso me estragar mais, para não me arrepender depois? Por mais paradoxal que isso soe, ainda que somos jovens temos o direito de fazer cagadas ou de nos estragarmos. Não a ponto de criar sequelas, mas a ponto de nos divertirmos.

Então peço a todos que mandem um grande foda-se para tudo. Foda-se suas preocupações, foda-se seus problemas. Aliás, foda-se o dia de amanhã. O importante é se divertir aqui e agora, então vamos aproveitar!

Não vou me segurar, deixar de fazer algumas coisas pois isso pode me prejudicar amanhã. Quero ser errado, quero fazer coisas erradas que podem ser consideradas erradas também. Tentar ser adulto agora é o mesmo que tentar ser jovem quando for velho. Porém eu POSSO ser jovem.

Deixe-me fazer coisas que posso me arrepender. Quero passar vergonha, quero ter histórias para contar. Então vou fazer e foda-se! Deixe-me iludir pela minha falsa liberdade. Enquanto houver coragem e vontade para ser idiota, eu vou abraçar essa ideia e continuar achando que posso ser feliz pelos meus erros.

Quem não erra não aproveita a vida. Preciso errar, preciso me ferrar. Essas necessidades vão me formar mais que qualquer faculdade. Então deixe-me ser feliz para que eu seja mais no futuro, por mais incerto que seja.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Última do ano

Menos de uma hora para o fim do ano. Uau.

O que dizer de 2010? Qualquer coisa, todo ano é igual. Não sou daqueles que olha pra trás e fala "Nossa, esse ano foi X". Festa de fim de ano é sempre a mesma coisa, pessoas achando que vão mudar só porque o ano acabou, que algo vai ser diferente. É tudo a mesma coisa. Nada muda de um ano para outro, especialmente em festas e promessas.

Portanto, nada muda para mim. Amanhã vai ser um dia qualquer como todos. Não é só porque vou ter que mudar um digito nas datas que tudo vai mudar. So what's the point?

Pelo menos deixo registrado o que passa em minha mente nesse momento, minutos antes de acabar 2010. Quem sabe serve para alguma coisa.

O problema é ficar em casa, longe dos amigos. As pessoas aqui não são meu mundo, apesar de serem da minha familia. Não tenho nada contra eles, apenas não tenho o que falar. Além de serem velhos, o que eu disser não vai levar a nada. Small talk é foda, então eu nem tento.

Os amigos do meu irmão estão aqui também, o que é pior ainda. Não conheço eles e não tenho vontade de conhecer.

O que me sobra? Nada, apenas a boa e velha cerveja com quem passo meu tempo de bom grado. Mas até quando? Até ficar bêbado e ir dormir? Uau, que beleza.

Preciso sair. Preciso ver pessoas. "Take me out tonight. Cuz I want to see people I want to see lights" como diria Morrissey.

Quero passar mal e sentir vergonha depois, não quero ficar sentado olhando para os outros falarem de assuntos que não me interessam.

O que fazer numa hora dessas? Todos estão viajando, todos estão festejando. Maldito dia que resolvi gastar meu dinheiro com coisas menos importantes e não tirar uma carteira de motorista.

Sabe, o que me resta é ficar bêbado e tentar tolerar essas chatices. Não é muito diferente do dia a dia mesmo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Hm..

Acabo de levantar da cama, depois de terminar de ler mais um capítulo do livro.

Vou ao banheiro e me olho no espelho... Me vejo no reflexo e penso: "Hm. Podia estar melhor"

Volto para meu quarto e me deparo com minha atual situação... A bagunça é grande, roupas em todos os lugares. Quatro cadeiras para uma pessoa só. Armários abertos, livros e um cinzeiro...

Minha garganta dói e provavelmente estou ficando com febre, além da tosse que está piorando. Provavelmente estou gripado depois de ter pego chuva alguns dias seguidos.

Mesmo assim, a minha vontade de fumar e tomar uma cerveja gelada ainda é grande, e, provavelmente, vou sucumbir aos vicios e piorarei minha situação.

É então que eu sento em minha cadeira e penso novamente... "Que merda hein, amigão"

São dez e meia da noite e amanhã tenho que trabalhar. Sabendo como eu sou, provavelmente vou ficar acordado mais algumas horas, resultando em um atraso no dia seguinte, como sempre...

Não posso reclamar de nada. Se estou assim, é porque eu causei isso a mim mesmo. Se tenho o direito de achar ruim de alguma coisa, só pode ser de mim. Mas tudo bem, já estou acostumado a mim mesmo.

Olho a minha volta o tempo todo e fico imaginando quando vou começar a arrumar essa zona toda... Não só o quarto, mas a vida inteira.

Quantas vezes já não levantei da cama pensando "Foda-se, cansei dessa merda"? Quantas vezes qualquer ser humano nunca pensou isso?

Mas aí bate o medo e o comodismo... "Ah, foda-se"...

Agora bota no repeat e viva por mais 30 anos.

terça-feira, 26 de maio de 2009

O poder das palavras

Uma vez eu li a seguinte frase:

"É melhor ser rei de teu silêncio do que escravo de tuas palavras." - William Shakespeare

De fato, muitas coisas são melhores ocultas a serem mostradas. Porém, a frase me despertou um certo pensamento...

Ao evitar falar certas coisas, estou evitando de que outras pessoas me vejam como eu sou. Deixo de falar algo para evitar alguma situação desnecessária ou desagradável. Por um lado, é um pensamento bastante racional e lógico. Por outro, estamos ocultando nossa verdadeira face, nosso verdadeiro modo de pensar. Seja pelo nosso próprio bem ou pelo de outra pessoa.

Cheguei a conclusão de que nós não podemos mostrar nossas verdadeiras faces e opiniões sobre certas coisas para podermos viver tranqüilamente em uma sociedade. Afinal, se todos falassem o que pensam o tempo todo, talvez haveriam mais conflitos que o normal.

Esse pensamento é estranho. Nós nos escondemos diariamente para que não haja conflitos. Onde está o problema? Em nós em não querer mostrar nossa verdadeira face, ou nas pessoas que não sabem como lidar com opiniões e idéias dos outros? Ou talvez, dependendo da opinião que está sendo guardada, seja algo impactante ou realmente desnecessário a se dizer?

Talvez algumas coisas não merecem ser ditas. Acho que a emoção humana nos controla para evitar que causemos problemas aos outros e a nós mesmos. O que é interessante, pois isso não passa de um conflito entre lógica e emoção.

Mas posso estar enganado. Todos podemos estar. Essa é a graça.

Fases da vida

Uma coisa que eu escuto freqüentemente, é que nós vivemos diversas fases em nossas vidas que, cedo ou tarde, passam. Concordo em partes sobre isso, pois algumas coisas são para a vida toda.

Porém, o que me incomoda nesse tipo de comentário, é a arrogância que certas pessoas emitem ao dizerem isso. Olhar para um jovem e dizer que “Ah, é só uma fase da vida ser assim” é extremamente arrogante e tira toda a credibilidade do que a pessoa está vivendo e transmitindo. Independente da idade e do que a pessoa escolhe fazer, não se deve desmerecer seus atos com tal comentário.

Chego a desanimar e perder o interesse em continuar uma conversa quando alguém me fala isso. Como se tudo o que estou vivendo agora fosse momentâneo e que mudará com o tempo. Certos hábitos com certeza um dia mudam, como gostos em certas coisas e atitudes. Afinal, ninguém é uma criança inocente a vida inteira.

Porém, se o jovem está em algum momento de sua vida convicto de que algo que ele gosta seria o suficiente para levar com ele durante toda a sua jornada, por que estragar este momento dizendo que “uma hora ele muda”? Não é só porque quem fala isso já passou por algo semelhante, que todas as pessoas são iguais a ela. Essa é a raiz da arrogância em questão.

Muitas pessoas acham que, por experiência própria, o que acontece na vida das pessoas é algo universal, “todos passamos por isso” e uma hora as coisas mudam. Não é bem assim. Como eu disse anteriormente, algumas coisas mudam de fato, mas pode ser que não. Não é justo e nem devemos tentar mudar algo em alguém contra sua vontade. E comentar contra também é tão ruim quanto tentar intervir.

As experiências de cada pessoa é dela mesma e não significa que por ver que algum conhecido passa por algo semelhante, a regra se aplique a ele também. Parece que deixar alguém viver de certo jeito incomoda as pessoas que não condizem com seu padrão.

O que quero dizer é que não podemos condenar ou concluir que certas coisas na vida são fases e que um dia passam. Deixem que a pessoa que está passando por isso decida por ela mesma. É como se alguém viesse querer ensinar a um pai carinhoso e cuidadoso, como cuidar de um filho de acordo com certas regras.

Existem fases na vida, porém algumas coisas não são fases e sim permanentes. Deixe estar. O ser humano agradece.

quinta-feira, 12 de março de 2009

O que é, “estar vivo”?

Respirar? Se alimentar? Viver a vida como qualquer outro?
A vida é feita de momentos, são esses momentos que fazem com que nos sentimos vivos?

Talvez sejam os sentimentos. Diferente de um animal que nasce, cresce e vive apenas para comer e se reproduzir, nós, temos escolhas, contatos e experiências que nos definem. Porém, isso é o suficiente para que possamos ter aquela sensação de que estamos vivendo? Pois diariamente somos robôs programados, máquinas que seguem ou dão ordens para que o mundo funcione. Mas será que funciona mesmo? Ou o padrão para o “funcionamento” das coisas está totalmente distorcido do que deveria ser?

Talvez ao fazer algo que nos faça se sentir bem seja algo revigorante. Algo que faça com que tenhamos aquela sensação de que valeu a pena ou então que nos faz pensar “como a vida é boa”. Porém, nós vivemos todos os dias agüentando situações que não desejamos, pessoas com quem não gostaríamos de passar o nosso tempo junto, lugares que não nos faz bem. Mas aquela única coisa, aquilo que nós podemos usar como fuga para podermos nos sentir vivos. Mas isso dura pouco, e logo depois estamos de volta ao mundo real, ao lugar escuro e podre em que vivemos e passamos nossas vidas até a morte.

Não é errado? Passar por tantas coisas para que no final, apenas alguns momentos terem valido a pena, enquanto todo o resto foi um imenso fardo e cansaço. Por que não podemos transformar o que nos faz viver, em algo permanente? Por que estamos sempre presos a situações, lugares e pessoas desagradáveis? “Life’s a bitch”, de fato.

Temos tantas responsabilidades, tantas coisas que nos prendem ao mundo cinza e escuro onde não pertencemos. Seria possível viver em um lugar onde podemos nos sentir vivos todos os dias, 24 horas por dia? Ou seria utópico esperar por algo assim?

Não tenho o direito de querer passar minha vida fazendo o que gosto ou então estar com quem eu amo só por que a vida não me deixa? Por que é tudo tão complicado, quando podia ser tão simples... O problema é que talvez eu seja o único, ou pelo menos, um dos poucos que pensa assim. Todos estão preocupados demais com problemas que a vida lhe traz, em vez de tentar achar a solução direto na raiz. E sem contar o fato de que nós somos humanos, seres deficientes, podres e extremamente acomodados. Acomodados com as coisas erradas.

Mas talvez eu esteja enganado. Talvez eu não tenha entendido o sentido de estar vivo. Posso estar vivo e sentindo isso, mas algo ofusca minha verdadeira visão. Só sei que sinto que algo está errado.

Só sei que por enquanto, sou um morto que tem lapsos de vida, assim como todo o resto do mundo. E sou um morto que acha isso errado.

Heh, acabei de notar que estou dentro de uma música... John Lennon, Imagine. Acho que finalmente entendi sua letra... Chamem-me de sonhador, pois de fato sou. Mas deixará de ser um sonho quando todos deixarem de achar que É um sonho.

Animal

Os animais são diferentes de nós. Somos todos seres vivos, mas o que nos difere é a capacidade de poder racionalizar sobre as coisas. Porém, isso não os torna irracionais. Eles apenas não têm os princípios humanos para fazer escolhas, e não têm as emoções que nos faz tomar certas atitudes. O que é bom, assim eles não cometem os mesmos erros que nós.

Porém, isso não os fazem inferiores a ponto de podermos ter controle sobre suas vidas. Não podemos ter a arrogância de pensar que por sermos “seres racionais”, nós sabemos o que é melhor para eles. Podemos ajudá-los, claro, oferecendo abrigo e comida para os que necessitam, mas devemos deixá-los livres para poder viver suas vidas.

O fato de existir animais que são criados para nossas futilidades e desejos irracionais é o que está errado. É completamente errado pensar e aceitar o pensamento de que um animal pode ser criado para ser morto. Eu era oblivio a isso por muito tempo, não chegando a pensar sobre como um animal pode se sentir quando está a beira da morte sem saber. Mas agora que entendo este lado da coisa, sou totalmente contra o tratamento e o fim que é dado a eles.

Muitos não se importam com isso, pois não os convém, não precisam desse sentimento de culpa para suas vidas já atordoadas. Então é muito mais fácil simplesmente ignorar o fato de que as coisas estão erradas e abraçar com comodidade e ignorância o erro que cometem diariamente ao se saborearem com um animal morto.

Como pode ser julgado correto a criação de animais que naturalmente não eram para estarem cercados por cercas de madeira ou de metal, sendo alimentados religiosamente todos os dias e tendo abrigo e assistência para que no final, sejam brutalmente assassinados e em seguida servidos nos pratos dos seres que os matou.

Julgar que é errado matar pode ser hipocrisia demais se olharmos para a imagem inteira. Achamos errado matar outros seres humanos, pois nós somos como aquele que morreu de maneira injusta perante a lei. Porém, se nós somos seres vivos assim como os animais, só o fato de nosso cérebro ser mais desenvolvido (pelo menos para as ações que nos convém) não é motivo o suficiente para transformá-los em comida.

Argumentos dizendo que eles são criados para isso e abatidos de maneira indolor são clichês e antiquados, pois assim como muitas coisas que nós vemos na tv e no jornal, são inverdades manipuladas. Porém a questão não é como o animal morre ou é criado, e sim o fato de tirar a vida de algo inocente e achar que é certo.

Se eles pudessem ter o direito de se defender, de se protegerem e questionarem nossas ações, muita coisa mudaria. Ninguém mataria um ser que honestamente falaria “não me mate”. Porém, eles não precisam dessa frase para expressar esse sentimento.

Damos direitos a pessoas que não merecem, direitos que os protegem e que os fazem contar com eles, para que depois sejam soltos e voltem a cometer os mesmos crimes. É um círculo vicioso que nunca acaba, e infelizmente, é apoiado pelas pessoas erradas.

Por que não dar uma chance a outros seres vivos, deixar de pensar apenas em si próprio e passar a enxergar além de onde o vício e a gula conseguem ver? E isso é apenas com os animais que são mortos para servirem de comida.

Existem aqueles que servem para propósito ainda piores, como a futilidade. A brutalidade que é usada para a criação de certos tipos de roupas é absurda. Porém isso não chega aos olhos de quem veste a carcaça do animal. Não lhe convém.

A hipocrisia nisso tudo só piora quando as pessoas olham para animais domésticos com pena, mas na janta não hesitam em fritar um bife ou um frango. Esses animais podem, não tem problema, mas o cachorro da madame não deve sofrer nunca.

Como posso entender a minha própria espécie, se a mesma não quer entender as outras? Se até mesmo os humanos não conseguem lidar entre sua própria raça, imagina como lidará com as raças de diferentes animais? Será que somos tão mais evoluídos e inteligentes que outros animais?

É incrível o fato de que nós conseguimos superar os desafios do tempo e nos tornarmos soberanos neste mundo. Talvez tivesse sido melhor se os dinossauros tivessem nos controlado quando ainda existiam, e nunca terem dado chances aos mamíferos que um dia evoluiria até se tornar um ser corrompido pelos seus próprios desejos e vontades.

Mas podemos dizer que nossos erros são naturais? Que nossos modos de pensar são criados por nós mesmos e por nossas mentes perturbadas? Por exemplo, é justificável dizer que somos assim por que nós temos a capacidade de pensar além do que um animal consegue?

Então de onde veio a idéia de que outros animais “inferiores” devem ser submissos a nossas vontades? Acredito que isso veio com o medo. Provavelmente fomos a caça de muitos animais selvagens no passado, e por isso tínhamos que sobreviver. Então isso nos torna nada menos que animais fugindo de seus predadores. Mas infelizmente evoluímos, e chegamos até aqui com o pensamento errado. Em vez de aceitarmos o fato de que podemos evitar sermos pegos por certos predadores, podemos evitá-los ou dar um jeito de espantá-los. Mas não, matar é sempre a solução mais rápida e prática.

Talvez o erro tenha sido o ego, a prepotência, a fama. Características humanas. Talvez nós somos errados por natureza e infelizmente conseguimos sentar no trono do mundo e comandá-lo usando o pensamento errado. Mas será que ainda temos salvação?

A religião não é uma resposta, pois é corrompida tanto quanto nós. Afinal, foi criada por idiotas para controlar outros idiotas. Então o que nos resta? Não sei, mas sei que pelo menos, existem pessoas dispostas a querer mudar isso, mesmo que sejam poucas.

Espero que um dia essa causa triunfe, mas devo encarar os fatos de que será complicado. Talvez seja como nossos pais nos dizem, devemos errar para aprender. Tem sido errado desde que existimos, até quando vamos continuar errando? Até o último animal ter sido extinto? Do jeito que nós somos os animais irracionais, talvez seja a única alternativa. Espero não estar vivo até lá, para ver isso acontecer.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Vida após a morte

Faz tempo que não escrevo algo de novo aqui. Espero que este texto agrade a quem ler e compense a ausência e falta de textos novos. Já aviso que não revisei e deve ter alguns erros gramaticais e etc. Também me repeti várias vezes, mas isso foi por causa do tema, que foi bastante perturbante na minha mente. Enfim, divirtam-se :P

Sabe... Outro dia eu estava pensando sobre esse assunto. Estava deitado em minha cama, momentos antes de cair no sono, quando comecei a viajar em meus pensamentos e surgiu esse ponto.

Muita gente pensa sobre isso, pensa que depois que morremos, temos uma vida eterna na vastidão das possibilidades espirituais. Uns acreditam que somos julgados pelos nossos atos durante a vida, que renascemos ou que pagamos pelos nossos pecados seja lá no inferno ou no limbo.

Bom, como bom ateu, graças a Deus, eu não acredito muito nessas coisas. Mas aí me ocorreu o seguinte.

Vivemos todos os dias batalhando por alguma coisa. Seja um objetivo ou para sobreviver, mas estamos sempre na luta. Juntamos dinheiro, nos relacionamos com diversas pessoas, nos divertimos e nos ferramos. Tudo isso para que no futuro, possamos ter uma vida próspera e saudável, casados ou não.

Fazemos MUITAS coisas, vivemos muitos momentos. São muitos anos, que um dia, simplesmente acaba. E aí que entra o “x” da questão. Depois de tanto esforço, o que nos aguarda do outro lado? Na minha opinião? Nada.

Essa crença em paraíso e inferno, além desse conceito ser totalmente injusto, é apenas uma forma de termos um motivo para não nos preocuparmos tanto com a morte, ou até mesmo, uma razão para viver.

E sabe de uma coisa? Eu até entendo porque. Refletindo sobre o assunto, percebi que sem um mundo no além, nós nos sentimos extremamente vazios. É como se desaparecêssemos totalmente e nossa existência não tenha servido para nada. Se não existe um paraíso ou inferno, nós tempos pouquíssimo tempo para curtir, ficar com quem gostamos, fazermos de tudo e nos sentirmos bem.

Sabe, eu realmente me senti muito vazio quando pensei nisso. Foi como se eu tivesse descoberto que um dia, eu simplesmente vou apagar e nunca mais acordarei. O que acontecerá com minha consciência? Com meus pensamentos? Depois de anos fazendo muitas coisas, quando morrer, simplesmente sumirei? Triste... Mas acreditar em uma vida após a morte é irreal pra mim. Não consigo ver a lógica nisso. Não faz sentido existir um submundo espiritual. Simplesmente não faz.

Apesar de muitas pessoas acreditarem, isso não quer dizer absolutamente nada. Muita gente é criada acreditando em certas coisas que não são verdades, são apenas palavras fincadas em suas cabeças que foram impostas durante sua criação. E que se mantem e propaga durante sua vida por alienação e o conforto das facilidades da religião, das crenças em salvação e figuras divinas.

Imaginem... Simplesmente tudo aquilo que tanto gostamos, todas nossas experiências... tudo... Num piscar de olhos, acabando, sumindo no infinito escuro e nós nunca mais termos consciência, noção, vida... Ao fechar dos olhos na hora da morte, nossas últimas palavras ou até mesmo nossa última visão, de nada adiantará, pois não será utilizado.

Isso é totalmente desconfortável! Sei que estou me repetindo diversas vezes aqui, mas é que essa idéia realmente me perturba.

Como deve ser, os últimos instantes de vida? Apagar e nunca mais voltar, nunca mais dar uma palavra e nunca mais poder ver, pensar, falar, existir...

Por isso que eu acho que devemos viver intensamente, fazendo tudo o que gostamos, falando tudo o que pensamos e agirmos de acordo com nossas necessidades e prazeres. Uma vida de prazer, que valha a pena. Claro que como qualquer pessoa, todos temos nossas fases horríveis, épocas em que tudo dá errado e que pensamos que o mundo não gosta de nós... Mas, como diz um velho ditado gringo, “Life’s a bitch. Get over it”. Foda-se os problemas da vida, temos apenas que resolvê-los para continuar vivendo.

Devemos aproveitar o máximo possível para que, no final, desaparecermos e nunca mais lembrarmos do que fizemos, nunca mais existir.

Acho que então a graça está em ser lembrado. Viver como um herói. Marcar sua presença no mundo se for possível, positivamente. Descobrir a cura para uma doença, inventar algo revolucionário, ser um agente social com renome internacional... Essas coisas são meio difíceis. Acho mais em conta fazer algo que mude a vida de algumas pessoas, o maior número possível. Nem que seja apenas em uma fase de suas vidas.

Talvez seja por isso que eu quero tanto me tornar músico. Criar melodias que possam chegar a outras pessoas e causar algum sentimento nelas. Fazer com que elas possam pensar ou lembrar sobre alguma coisa, marcar sua época. O caminho é difícil, pois ficar famoso no meio musical requer talento e esforço. Mas estou disposto a me desgastar quanto a isso!

Bom... É um assunto a se refletir. A não-existência após a morte, a escuridão perpétua e a inconsciência das trevas. Ninguém quer desaparecer, sumir. Todos querem viver de algum jeito, seja na vida ou na morte. Mas infelizmente, acredito que apenas o oblívio nos aguarda.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Um sádico dentro de todos nós...

Notei que, recentemente, eu tenho sido bastante sádico e sangue-frio quanto a certos acontecimentos...

A mídia não parava de vomitar notícias sobre o caso da menina Eloá que foi sequestrada e mantida refém pelo ex-namorado, Lindemberg. Isso todos já estão cansados de saber. Mas, em vez de me assustar com o acontecimento, eu dava risada. Torcia para que algo de ruim acontecesse, e, quando aconteceu, eu ri! Mas ri mais da polícia, que foram extremamente novatos durante a ação de invasão do apartamento. Mesmo assim, não me comovi com absolutamente nada.

Piadas, imagens, cenas da televisão e notícias sobre o caso, me fazem rir demais, quando se trata da desgraça alheia. Muitos moralistas podem argumentar comigo, dizendo "Você ri pois não aconteceu com você. Imagine se fosse um parente seu no lugar do(a) fulano(a)!!"... Honestamente, é exatamente por isso que dou risada. Não sou eu nem ninguém que conheço, portanto, não me importo. Obviamente que se fosse o contrário, eu não riria. Mas, sabendo como o ser humano é estúpido, eu sei que haveriam pessoas que tirariam sarro de tal situação.

Foi então que pensei... "Ora, acredito que não sou o único no mundo a pensar assim!". Ninguém pode negar que nunca riu da desgraça alheia de um desconhecido! Vídeos no Youtube de alguma briga, acidente, bêbados e etc, postados exatamente para fazer outras pessoas rirem!

Quem assiste esses vídeos, pode ser considerado um sádico? Não sei, mas que dão risada, aaah dão!

Frequentemente me pego pensando em certas coisas que assustariam qualquer pessoa "normal". No meu trabalho, quando vou ao banheiro aliviar a bexiga, fico olhando a rua abaixo, pela janela. E no cruzamento, sempre imagino um acidente que pudesse ocorrer, quando passa um motoqueiro ou quando alguém atravessa a rua sem olhar. O pior: fico torcendo para que isso aconteça! Eu acho graça nisso, será que não sou normal? Hahahaha.

O que me alivia é que muitas pessoas também compartilham do mesmo "sadismo" (não sei nem se a palavra existe). Pode não ser tão explícito ou malicioso como os meus casos. Por exemplo: Um amigo tentando fazer graça com alguma coisa que tem um alto índice de dar errado. Quem não vai torcer para que algo dê errado de fato? E quando acontece, todos se racham de rir.
Parece um exemplo bobo, mas na verdade, não é muito diferente do que eu imagino das pessoas na rua.

Vídeos de gente idiota fazendo coisa idiota são sempre populares. Talvez o número de sádicos atualmente é bem maior que imagino. Ou então, para melhor exemplificar o assunto, quem não conhece o famoso e, sem graça, "Video Cassetadas"?? A família toda reunida no domingão, comendo aquele prato feito pela avó-cozinheira, assistindo um monte de gente se ferrando e achando a maior graça nisso? Hehehe, não é legal?

Eu acho. E com o tempo, as coisas foram mudando para pior. Hoje em dia, existem pessoas que fazem isso de propósito, e ainda são pagas! "Jackass", conhecem? Pois é...

O legal é que com isso, os jovens hoje em dia parecem ser mais influenciados por esse tipo de coisa, tornando "stunts" do tipo que o Jackass faz, parte das brincadeiras entre os amigos. O que essa série/filmes gerou de vídeos amadores de adolescentes imitando certas coisas do programa, é bem grande. E muitas vezes, é realmente engraçado!

Ah, como é bom rir da desgraça alheia. Será que é tão ruim e errado? Pode ser, mas eu não ligo, continuarei rindo e me divertindo mesmo assim!

Atualização do Blog

Primeiramente, gostaria de agradecer aos novos visitantes que deixaram comentários em algumas postagens. Como já citei anteriormente, este blog ainda não foi divulgado amplamente, pois ainda não acredito que ele esteja pronto para ser "entregue ao mundo". Considero-o como algo experimental, onde vou expressando certas opiniões de acordo com o tempo e inspirações.

Apenas adicionando ao meu post anterior sobre o blog, devo citar que este é um blog onde expresso minha opinião pessoal, e não algo no geral. Não mudarei meu modo de escrever e pensar, pensando nos que lêem o que é escrito aqui. O que vocês lêem, é o que eu penso, nada artificial ou criado para apenas passar uma certa imagem.

Outra coisa fundamental a ser mencionada, é que muitas vezes eu escrevo alguns textos e, após finalizá-los, eu não os reviso. Muitas vezes por não ter muita paciência, pois como perceberam, eu escrevo bastante. Então, vocês verão bastantes erros de português, como acentuação, concordância, ortografia, etc... Não se espantem, meu português não é perfeito, claro, mas geralmente tais erros são por falta de revisão mesmo.

Sobre a atualização do blog em questão, apenas mudei os comentários para que qualquer pessoa possa postar, sem que seja necessário ter uma conta no blogspot... Demorei pra perceber que existia essa possibildiade nas configurações. E também agora os comentários podem ser feitos em janelas pop-up, em vez de mudar a página inteira. Acredito que assim facilitará mais na hora de comentar. Por isso, caso seu navegador tenha bloqueador de pop-ups, permita que ele abra janelas do blogspot. Geralmente, as janelas não são bloqueadas, mas nunca se sabe.

Obrigado a todos que postaram comentários e aprovaram o blog. Tentarei postar mais textos em breve :)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Direitos humanos

Se tem uma coisa que consegue me irritar PROFUNDAMENTE no Brasil, é essa imbecilidade de direitos humanos.

Os imbecis que fazem essas leis devem ser muito frouxos mesmo. Ou então é um bando de mulheres mães de família que não querem que suas crianças possam sofrer no futuro se fizerem alguma burrada. Sério, não é possível.

Bandidos no Brasil tem tanta mordomia que até assusta. Acho impressionante como um criminoso procurado, assassino, traficante, etc, que não tem mais utilidade NENHUMA para a sociedade, deve ser mantido preso e vivendo às nossas custas! Afinal, quem paga as cadeias,
presídios, etc, é o governo. E quem paga o governo?

Um exemplo clássico. Fernandinho Beira-mar. Traficante internacional, assassino, uma caralhada de coisas que o meliante já fez. Serve pra quê?! Deixa o cara preso e o que ele faz? CONTINUA AGINDO, pois bandido no Brasil é moderninho, tem celular e o caralho a quatro. Agora me diz, por que não matam logo o cara?

Uma outra coisa EXTREMAMENTE ESCROTA no Brasil, é o fato de LIBERAREM presos para visitarem suas famílias em certos feriados. Na real, COMO ASSIM?!?!?!?! O cara tá preso, mas mesmo assim, tem o direito de passar um feriadinho com a mamãe e o papai??? O fato de ter cometido um crime que se foda, então? O legal é que o cara tem que voltar depois. Mas não sei se a polícia vai até ele ou ele chega na cadeia e diz “oi, voltei.”.....

Aí as pessoas vem e me dizem: “mas tem muita gente inocente que age por impulso ou desespero, por isso acabam cometendo alguns crimes.”. Tá. Ok. Certo. Então, se eu em um momento de falta de grana, assaltar um banco, matar um guarda por ter me assustado e parar um bairro inteiro por causa disso, causando um PUTA prejuízo para um monte de gente, devo ser taxado de coitadinho? NÃO! Se alguém chega a esse ponto, perde a credibilidade de ser tratado como pessoa normal.

Sim, é um pensamento bastante extremista, mas se as coisas funcionassem assim, a nossa situação seria muito diferente.

Quem não garante que as pessoas teriam medo, muito medo, de fazer algo de errado e ir para a cadeia e, dependendo do crime, acabar sendo morto? Claro, hoje em dia pouquissimas pessoas pensariam assim, afinal, já tá tudo errado mesmo. Mas acredito que seria muito melhor.

Diminuiria o número de meliantes na cadeia, poderíamos desenvolver novas leis mais sensatas que analisariam melhor o caso e o psicológico do meliante, para saber se REALMENTE vale a pena manter o infeliz vivo.

É então que os chatos vem encher meu saco “quem somos nós para saber quem deve viver e morrer?”. Bom, se nós temos as leis e as regras para certas coisas, e alguém as descumpre, alguma punição deve ser feita, certo? Mas e se o cara faz isso muitas vezes? Quantas passagens pela polícia um traficantezinho não deve ter, antes de ser finalmente preso? Roubo, assalto a mão armada, fuga, etc etc?

Bandido não deve ser poupado não. Se o cara é uma ameaça a sociedade, não deve ser tratado como gente normal. Afinal, se foi preso, é por que perdeu o direito de estar livre, leve e solto junto a nós, pessoas normais. Então por que “agradá-los” mesmo quando presos?

Também é muito discutido o fato de que em vez de criticar o jogador, deve-se criticar o jogo. O jogo em questão, é a própria sociedade de onde veio o meliante infrator. Mas alguma ação tá sendo tomada nesse país? Se está, então não tá mudando muita coisa.

As pessoas tem que parar de sentir pena de um desconhecido qualquer. Fingir que se importa só por que ouviu meia dúzia de palavras na televisão. É extremamente ridículo o que se ouve por aí, quando acontece algum caso na TV.

Sim, vou citar o caso mais recente que me deixou indignado. O tal do Lindemberg, que atirou na ex-namorada e na amiga dela.

Honestamente, pouco me importa. É informação inútil e extremamente sensacionalista, usada para chamar mais gente estúpida para frente da televisão. Também foi um excelente espetáculo para rirmos da nossa polícia. Agindo de maneira extremamente ridícula e amadora, sendo que países mais inteligentes teriam apagado logo o meliante que estava causando tanta dor-de-cabeça.

Aí é que entra o assunto principal desse texto. Por que não mataram logo o rapaz quando tiveram a chance? Assim, a vítima inocente teria sobrevivido, e teríamos um criminoso a menos no mundo. Era ÓBVIO que ele mataria as duas e depois se mataria. Depois de ter enrolado tanto tempo e com uma pressão psicológica imensa em cima dele, ele não teria muito o que fazer depois disso. A vida dele já era, apareceu na tv como um sequestrador e potencial assassino. Muitas pessoas estavam indignadas com ele e, inclusive, traficantes!! Isso mesmo! Ele conseguiu prejudicar até os traficantes da região, que tiveram suas bocas de fumo “fechadas” por causa do movimento da polícia. Bom, até que não foi tão ruim assim, ele ter sequestrado as garotas...
Enfim, acho que se a polícia tivesse usado menos os direitos humanos, e atirado na testa dele logo que apareceu na janela, muito dinheiro, tempo e esforço teria sido polpado. Agora o rapaz vai para a cadeia. Se não servir de boneca inflável para os outros meliantes lá dentro, vai ficar lá até ser julgado e sentenciado a X anos de prisão. E nesse período, vai ser “cuidado e bem tratado” pelo nosso dinheiro.

Acho muito errado darmos tantos direitos aos bandidos. Foda-se que são humanos, eles perderam a humanidade quando resolveram agir contra a lei.
Mas não tô falando que ladrão de galinha deve ser morto com dois tiros na testa pela polícia. Me refiro mesmo aos traficantes, aos assassinos impiedosos e coisas do tipo. Crimes menores poderiam ser tratados como os crimes pesados são hoje em dia. “Roubou um carro? Por que, tava precisando de dinheiro para pagar as dívidas? Ok, apenas 5 anos de prisão para aprender.”, “Ah, brigou com torcedor de outro time? Certo, certo... 3 anos de cadeia para você aprender a deixar de ser besta.”, e etc...

Leis novas poderiam ser feitas para “filtrar” cada delito, cada problema idiota que nossa justiça tem que enfrentar. Separaríamos criminosos de imbecis que fazem cagadas. Pessoas de má índole não deveriam viver mesmo, já idiotas que cometem erros e não são criminosos, devem apenas sofrer para aprender a não cometer erros de novo.

Outro dia ví um caso de uma criança de poucos anos que já usava drogas e assaltava alguns lugares. Quando foi preso, por denúncia de um lojista que tinha sido assaltado por esse garoto, o mini-meliante falou que ia matar o cara depois que fosse solto. O legal é que ele já tinha sido preso várias vezes antes, e a mãe já não sabia mais o que fazer com ele.

Agora me diz. Que futuro tem essa criança? Vai para a FEBEM ou sei lá o que, e faz o que lá dentro? Convive com que tipo de gente? O tratam como? É... tem de tudo para se tornar mais um traficantezinho/bandido sem escrúpulos no futuro.

Não devemos tratar ou ter pena de pessoas que decidem não seguir mais as regras da sociedade e agir por conta própria. Tráfico de drogas deveria ter uma sentença de morte para quem a praticasse, independente da idade. Ter sempre a esperança que uma pessoa vai se “recuperar” e se tornar alguém do bem, pode custar muito. Melhor não arriscar e gastar tempo/dinheiro com isso.

Não devemos ter pena daqueles que são criminosos mas estão sofrendo. Você teria pena se algum conhecido/parente seu fosse estuprado e o estuprador estivesse em más condições nas cadeias? Claro que não. Esperamos que o cara morra por ter causado tanta dor e sofrimento em quem gostamos. Por que não utilizamos esse sentimento, unido com a razão e inteligência, e fazemos o que deve ser feito?

Sabe o que é mais engraçado nisso tudo? Tenho CERTEZA que se algum político fizesse isso que eu disse, aprovasse leis que acabassem com os direitos humanos de bandidos e criminosos, além do fato de muitas pessoas que apoiam esses ideais se revoltarem, os próprios bandidos viriam reclamar??

Orra, o que já teve de rebelião em cadeias por causa das péssimas condições das cadeias.. imagina então se a política tira todo o direito deles de vez?? Seria engraçado, os bandidos se revoltariam tanto que causariam rebeliões em massa, criariam o caos no país inteiro e nós é quem sofreríamos as consequências, pois o que era pra ter sido feito e planejado no passado², não foi feito. Agora que estão todos acomodados e tranquilos nas suas celas com televisão, e etc, eles não querem perder isso.

Por mim, pode explodir todas as cadeias do mundo. Se tiver inocente dentro, é um preço a pagar para o nosso bem. Não me interessa o sofrimento das famílias dessas pessoas. O importante é acabar com essa putaria que são os direitos humanos para bandidos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Explicando o Blog

Ainda não cheguei a divulgar muito este blog. Não acho que tenha conteúdo o suficiente para ser jogado ao mundo e esperar que as pessoas leiam o que minha mente perturbada decide falar.

Mas para os poucos que decidem parar para ler estes enormes textos sérios e até mesmo cansativos, acho que devo explicar como funciona a coisa.

O textos aqui presentes são apenas um reflexo de alguns pensamentos espontâneos e momentâneos que surgem do nada. Muitas vezes estou apenas conversando com alguém e a idéia surge a partir do que estamos discutindo.

Porém, alguns outros são simplesmente reflexões que faço comigo mesmo, sozinho. Penso sobre certos assuntos sempre vendo os dois lados da questão e, por isso, posso até me contradizer em certos argumentos.

Alguns textos foram criados durante algum evento ou acaso que ocorreu em minha vida. Ou simplesmente uma idéia/assunto que me veio a mente sobre o que estava acontecendo. Tento refletir sobre a situação e achar uma resposta sozinho, então resolvo escrever para poder avaliar as minhas conclusões e paranóias.

É, alguns textos não são muito motivadores. Tenho meus momentos de depressão e ódio por tudo e todos. Mas, afinal, quem não tem? Essas ocasiões são perfeitas para a inspiração, pois temos muitos sentimentos que preferimos esconder ou omitir para o nosso bem. Mas aqui, resolvo "desabafar" e debater sobre, mesmo que seja comigo mesmo.

Alguns assuntos são aleatórios, que surgem do nada. Outros, são minhas opiniões sobre certas coisas. Como podem ver, não sou muito fã de religião. E admito ser uma pessoa tosca e infantil quanto a isso, ao criticar de maneira tão direta e sem pudor. Tento deixar o texto sempre o mais "limpo" possível, evitando palavrões e argumentos estúpidos como "isso é uma merda" e etc.

Ainda estou longe de alcançar o meu objetivo com esse blog, que é torná-lo um refúgio de meus pensamentos e um banco de dados de idéias. Não é sempre que a inspiração vem me visitar e também, muitas vezes a vontade falta, já que não ando muito motivado.

Mas aos poucos, mesmo que demore, vou colocando novas obras e opiniões. Gostaria muito de poder atualizar sempre com uma idéia nova, um devaneio ou até mesmo uma crítica. Porém, se eu escrever tudo o que penso, o blog ficaria muito poluído com textos mal-escritos e horrivelmente explorado, já que muita coisa se passa pela minha cabeça e consigo perder a linha de raciocínio muito facilmente.

Não me considero um escritor ou algo do tipo. Sou apenas uma pessoa "normal" (nem tanto) como qualquer outra, que apenas não tem medo de falar certas coisas. Posso soar arrogante ou infantil em algumas partes, por isso, peço que não leve para o pessoal. A não ser que você seja um religioso, aí não tem jeito, vou te criticar até a morte.

Espero ter sido claro, e que as pessoas entendam o propósito do blog. Não é para ser um tipo de imposição da minha opinião ou para mostrar que eu estou certo e outros errados. É apenas a visão de uma pessoa que não está muito contente com a realidade :)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Religião II

Engraçado como algumas pessoas acham errado quando um ateu critica a religião do outro. Falam que a pessoa é mal-educada e que não se deve provocar a fé de outra pessoa simplesmente por não concordarmos com ela. Tudo bem, podemos fazer isso, evitar de provocar ou argumentar contra a fé de quem acredita num ser superior e etc. Mas isso só funciona se o pessoal religioso fizer o mesmo.

Recentemente, aconteceu algo que me inspirou a escrever este texto. Um antigo amigo de minha mãe e tias, as encontrou na Internet. Trocaram recados e se adicionaram no MSN (sim, elas são modernas...). Não preciso entrar em detalhes sobre a vida das pessoas envolvidas na história, apenas que o tal sujeito acabou virando um pastor de alguma igreja por aí. E então, começou.

O meliante vinha conversar sempre falando de Jesus e etc, sempre querendo pregar a crença dele para outras pessoas. Quando elas falavam que não acreditavam nessas coisas ou então que são de outra religião, o pastor insistia no assunto.

Entendem o meu argumento? Acho muita cara-de-pau de algum religioso querer converter as pessoas, muitas vezes contra sua própria vontade. Se você nega o que ele está pregando, você então é taxado como o anti-cristo, um satanista, seguidor do tinhoso ou então que está possuído. Ah.... [xingamento aqui]!

Acho muito engraçado MESMO quando fazem isso, de querer converter a pessoa à força. Se não me falha a memória, o tal Deus da bíblia prega o “livre-arbítrio”, certo? Se somos livres para fazermos nossas próprias escolhas, como alguém pode nos forçar a acreditar em algo que não queremos? E ainda ousar falar que é a vontade de Deus... Isso me irrita profundamente.

Ainda não tive a chance de falar isso para um crente pessoalmente, que, ao tentar me converter, ele estaria indo contra a vontade de Deus. Afinal, se eu nasci, cresci e descobri que religião não é pra mim, não fiz nada de errado. Ok, posso ter blasfemado algumas várias vezes, mas por pura diversão apenas. Mas mesmo assim, não acredito no céu e inferno, então não faz diferença pra mim. Porém, se eu realmente estiver enganado e realmente existir um Deus que me criou, então ele sabe que eu seria ateu, afinal, ele é onisciente, certo?

Pois bem. Então sendo assim, Deus sabe que todas as pessoas que são atéias não se converterão, então não terão salvação por mais que seus “soldados” tentem mudar isso. E ainda, se Deus ordena que alguém mude alguém, ele estaria agindo contra o livre-arbítrio, não? Pois é, acho que no caso, falar que é a vontade de Deus, seria contraditório e apenas uma desculpa para ter mais um idiota abaixo do teto da igreja.

Ok, posso estar enganado ou generalizando demais, como muito ateu revoltado faz, admito. Mas existe isso e é muito mais frequente que imaginamos. Ví um vídeo há um tempo atrás sobre um sujeito que foi à Igreja Universal procurar uma cura para a gagueira dele. Lá, o pastor falou que ele estava possuído! O homem, incoformado, não deixou que os pastores colocassem a mão nele. Foi aí que ele foi forçado a se ajoelhar e aceitar a bênção, mas relutou. No final das contas, foi levado a um quarto onde bateram nele por dar uma de “valente” dentro da igreja. A mulher, desesperada, pedia ajuda pra tirar o marido de lá, mas os crentes, cegos pelas palavras dos pastores, falavam que ele estava possuído e que seria libertado do capeta. Enquanto isso, outro pastor agitava as pessoas para cantarem , abafando os gritos do coitado.

Revoltante ou não? Mas de fato, esse é assunto para outro texto.

Ps: para os interessados nesse vídeo, o link é: http://www.youtube.com/watch?v=llqQVV9BDx4

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Amor I

A eterna busca pelo amor. Uma jornada em que todo ser humano parte em busca de sua outra metade, porém percorrendo caminhos longos e muitas vezes, sem fim.

Durante a busca, se depara com diversas pedras no caminho, como a incerteza, a insegurança, o engano e o falso-amor. Sempre somos enganados por estes, que nos fazem acreditar que finalmente encontramos o cálice sagrado. Porém, outros inimigos desta jornada aparecem, como o tempo, a tentação, o medo e o ciúmes.

O tempo, pode ser um aliado como também pode ser o pior inimigo. Com o tempo, as coisas mudam. E se o amor não é verdadeiro, ele não dura e acaba desaparecendo, ou a pessoa descobre que na verdad, o amor nunca existiu.

A tentação é na verdade, um teste. A pessoa será testada para provar seu amor, tendo que driblar as situações impostas pela tentação e evitar ao máximo em ser derrotado. Se ela perde, então é uma prova de que o amor não era definitivo e cheio de incertezas, portanto a jornada continua.

O medo e o ciúmes andam juntos. Pode-se incluir a insegurança neste grupo também, pois todos estão interligados. Ao estar com outra pessoa, você se sente confortável e seguro. Mas se não houver confiança, nada disso realmente acontece. A falta de confiança em uma pessoa, gera o medo em perdê-la para as situações da vida. Um(a) amigo(a) muito próximo de seu companheiro, passa a se tornar um tormento psicológico. O ciúmes entra na cena gerando conflitos, pois o(a) ciumento(a) pode tentar limitar a outra pessoa, apenas para sua segurança. A solução praticamente não existe, pois se não há confiança, não há possibilidades de um relacionamento dar certo.

Com tantas pedras no caminho, uma pessoa pode acabar sofrendo traumas, depois de alguns enganos emocionais. Por se sentir traído, cria-se paradigmas sobre as situações que foram vividas, que com o tempo se tornam dogmas no modo de pensar da pessoa. Com isso, os esteriótipos passam a ser levados em conta e atribuidos para pessoas no geral.

Não se deve atribuir traumas do passado ao presente. As pessoas não são iguais. Homens e mulheres não são idênticos em todos os aspectos, como dizem por aí. Nem todo homem é cafajeste e nem toda mulher é vagabunda. Essas frases foram ditas por pessoas que realmente tiveram o azar de terem seus corações despedaçados.

A vida nunca foi e nunca será fácil. O amor funciona da mesma maneira. Quando temos um objetivo, se quisermos realizá-lo, tempos que investir tempo, suor, lágrimas e sangue nisso. Com o amor, é a mesma coisa. Se algo não deu certo, não é motivo para se lamentar ou crucificar todas as pessoas do sexo oposto. Deve-se apenas seguir em frente, aceitar o que aconteceu e acreditar que não era pra ter acontecido.

Todo relacionamento tem seus momentos bons e felizes. E obviamente que discussões e brigas também fazem parte. O que deve ser feito, é ser totalmente aberto para as idéias da outra pessoa, e respeitar suas opiniões, diferenças e peculiaridades.

Um dos grandes problemas que vejo hoje em dia, é que muita gente está em um relacionamento para o seu próprio bem. Pessoas que vêem um relacionamento como uma fonte de sexo constante e um companheiro para horas extras.

Certo dia ouvi uma frase: “O verdadeiro amor acontece quando você encontra a sua felicidade, na felicidade de outra pessoa.”. Se esta frase fosse aplicada nos relacionamentos atuais, acredito que muita coisa seria diferente.

Mas percebo que essa verdade só fica com os sonhadores e românticos, os poucos esquecidos e subestimados.

Porém, o amor é algo que realmente fascina, quando une duas pessoas que são consideradas totalmente o oposto da outra. Pessoas de diferentes níveis sociais, raças, ideologia... Outro dia lí sobre um casal de adolescentes que eram de diferentes religiões, lá no oriente médio. Todos sabemos como esse povo pode ser bastante extremo quando se trata de religião. Pois é, e esses adolescentes não foram poupados. Lincharam a pobre garota de 16 anos em frete a sua casa, com socos, chutes e pedradas. Mesmo inconsciente no chão, continuavam a pisar e chutar, até que ela morresse. Mais um motivo para eu odiar religiões.

No fim, acho que o certo é deixar que as pessoas vivam suas vidas como queiram, com a pessoa que quiser e como quiserem. Não é nosso direito criticar a escolha de outrem.

Mas voltando ao tema inicial. Quando, durante nossa jornada, nos deparamos com aquela pessoa que acreditamos ser a certa, se o sentimento for correspondido, não há muito o que se exigir, além do convivio e da reciprocidade. O que todos querem na vida, é ter alguém ao seu lado que o acompanhe durante sua jornada pela vida. Seja como for, se realmente for verdadeiro, não há o que temer, pois o casal saberá como lidar um com o outro.

Porém, como já deixei bem explicado, não é um caminho fácil para se encontrar “aquela” outra pessoa. O importante é não desistir, e jamais condenar. Não existem leis e regras que determinem como as pessoas são emocionalmente e intimamente. No final, todos somos estranhos.

Internet e Orkut

Hoje em dia, está realmente muito mais fácil falar e ser ouvido. Com as facilidades da Internet, podemos divulgar qualquer material para o mundo todo, sendo de nossa autoria ou não. Uma prova disso, é o meu blog que vocês estão lendo.
Porém, as coisas não se limitam apenas a textos e opiniões.

O Orkut foi uma revolução no Brasil. Criado por um americano, o site de relacionamentos se tornou muito mais famoso por aqui, mesmo tendo bastantes usuários americanos e indianos.

Mas o que me deixa curioso nisso tudo, é como as pessoas gostam de aparecer e fazer de suas contas no orkut, um “mini-big brother”.

As informações que são escritas e divulgadas em seus perfis, podem ir além do que se precisa saber sobre as pessoas. Algumas, falam sobre tudo o que acontece em suas vidas. Outras, preferem citar seus planos e conquistas. Usam o orkut como um diário, e ainda reclamam quando alguém vai lá “fuçar” a sua “vida” pessoal.

Honestamente, a Internet é o pior lugar para querer ter privacidade. Ainda mais em um site de relacionamentos! Diariamente, vejo que algumas pessoas atualizam seus perfis todos os dias, falando sobre suas vidas em todos os sentidos. Agora que o orkut está mais atualizado e com mais ‘features’, pode-se adicionar muitos detalhes novos que revelam cada vez mais a sua pessoa.

Um dos principais features que vejo sempre ser atualizado por algumas pessoas, é a mensagem do perfil, uma frase que fica no cabeçalho da página do usuário. E algumas pessoas usam essa frase para dizer coisas como frases de efeito, mensagens aleatórias, emoticons, etc. Mas vejo que muita gente também gosta de citar suas vidas nela. Como por exemplo: “Virei a página, você não é mais importante.”, “O fulano é um [adjetivo]”, “estou triste”, e etc.

Divulgam informações pessoais que, mesmo negando, percebe-se que é um tipo de chamado para que as pessoas dêem atenção a ela. Quem se divulga tanto assim, provavelmente está querendo que as pessoas venham até ela e perguntem sobre sua vida.

Acho muita hipocrisia quando alguém que se amostra tanto assim na Internet, reclama que as pessoas ficam xeretando sua vida pessoal. Ou então quando não gostam de ser alvo de críticas de pessoas desconhecidas.

Porra, a Internet é um antro de pessoas imbecis e estúpidas, ainda mais agora com a inclusão digital. Muita gente vê a Internet como algo descartável e apenas para diversão. Portanto, tendo em vista que não tem nada a perder, podem ser as pessoas mais escrotas do mundo sem se importar. Afinal, quem está do outro lado sendo insultado, não vai poder fazer absolutamente nada.

E ainda tem o fato do orkut ter a função de imagens e álbuns, onde você pode colocar fotos de sua família ou de eventos em que participou. Uma boa maneira de mostrar sua cara ao mundo. Mas também é um chamativo para que as pessoas queiram te conhecer. Mas aí é que tá.

Ao revelar sua aparência para os internautas, estamos à mercê de pessoas que nos julgam apenas pelos nossos aspectos físicos. Ou seja, se você tem uma foto sua no seu perfil do Orkut, é o suficiente para que pessoas do Brasil e do mundo, venham querer te conhecer. E claro, sempre com segundas intenções, afinal, ninguém tem nada a perder.

São futilidades que enojam, pois mostra como as pessoas são. E cada vez mais, com as atualizações novas do orkut e de outros sites do mesmo tipo, podemos ver como as pessoas podem ser toscas e estúpidas.

Podemos ver como pensam, como agem, como vivem e até como amam. Informações demais, coisas que deveríamos descobrir apenas quando estamos conversando frente a frente com alguém, pessoalmente. Mas hoje em dia podemos pular esse “problema” de interação social e irmos direto ao ponto que queremos, pois toda essa interação já foi feita pelo orkut e msn.

Com o tempo, vamos percebendo que a Internet deixará de ser apenas uma coisa de computador e se tornará nossas vidas por inteiro, já que, atualmente, muitas pessoas já a utilizam para se divulgar e conhecer novas pessoas, coisas que costumávamos fazer “offline”.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Auto-Sacrifício

Muitos de nós temos o costume de sermos leais aos nossos acordos, compromissos, familiares e amigos. Nos sacrificamos, dedicamos parte de nosso tempo, apoiamos e, às vezes, suportamos. Tudo para o bem de algo, que seja maior que as nossas necessidades.

Mas até quando? O auto-sacrifício realmente é algo nobre, mas será que vale a pena nos desgastarmos tanto, apenas para agradar alguém? Ou até mesmo, quando é necessário que nós façamos esse tal sacrifício, mas no fim das contas, acaba sendo uma enorme dor-de-cabeça. Será que realmente vale a pena?

Acho legal quando alguém decide algo pensando nos outros, deixando suas vontades de lado para satisfazer a necessidade ou apenas pelo agrado de outra pessoa. A vida é cheio disso, pois, mesmo quando não queremos, temos que sacrificar nossa liberdade para determinadas coisas que farão bem para os dois lados. Em um relacionamento íntimo, isso é essencial.

Porém, até que ponto alguém aguenta? Nos sacrificarmos para um bem maior pode ser bom, mas se isso nos afeta, será que devemos continuar? Parar com tudo obviamente causará um efeito negativo. Aí é que entra a questão: Será que os meus problemas são maiores/piores que os da pessoa que estou ajudando?

Não me entendam errado, não estou falando que devemos nos sacrificar sempre pelos outros e achar que eles precisam da nossa ajuda mais que nós mesmo.

O que quero dizer é que, quando nos sacrificamos por outros, esperamos que surjam bons resultados disso. Só que, se enquanto isso não acontece, nós começamos a nos prejudicar com isso tudo, será que vale mesmo a pena?

Pois é... apenas uma dúvida que me surgiu recentemente...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Expectativa e esperança

Esperar algo, seja uma ação de alguém ou um acontecimento, sempre gera aquela expectativa, no caso, positiva. Se esperamos a resposta de alguém a uma ação nossa, ficamos ansiosos para ver com a outra pessoa responderá. Pior ainda, quando a resposta em questão é algo que pode mudar tudo.

Essa esperança sobre determinadas coisas é boa. Mas quando estamos incertos sobre como a pessoa pode reagir, isso gera insegurança, e aí não é tão bom assim.

Esperar muito dos outros pode ser um problema. Se você não conhece muito bem a pessoa, então existem muitas variáveis que podem entrar no processo, e assim, criam certas confusões e situações dentro de nossas cabeças.

Mas não podemos culpá-las. Elas não são obrigadas a saber o que se passa em nossas cabeças, não podem adivinhar as coisas. Se não fomos diretos e claros nas nossas idéias, não podemos esperar que as pessoas reajam como esperamos e nos respondam sempre como queremos.

Temos sempre que ter em mente que não seremos correspondidos quando queremos ser. Essa paranóia é necessária, por mais horrível que seja. Mas não podemos fazer nada, as coisas são assim, e não temos como mudar isso e as pessoas.

Aceitar a realidade pode ser difícil e muitos relutam em aceitá-la, como eu, por exemplo. Sonhar é muito mais agradável, seguro e satisfatório. Um grande erro.

Desejar que as coisas sejam como queremos é uma grande besteira. Por isso sofremos tanto, pois queremos que o mundo e as pessoas sejam como queremos e respondam as nossas ações como desejamos. Assim, a gente “apanha” da vida e, espera-se que aprendemos. Mas essa esperança pode se tornar um vício. Sonhar é muito mais fácil do que aceitar a realidade.

É um defeito que temos que lidar com o tempo. Espero conseguir superar essa “falha”, e enxergar as coisas como devem ser vistas. Quem sabe assim, não me decepciono tanto?

Mas um detalhe. Geralmente essa decepção é em cima da pessoa que estamos com expectativas e esperanças. Mas temos que ter em mente que, somando tudo o que escrevi acima, a resposta da pessoa depende de nossas ações. Portanto se alguém não supera nossas expectativas, a culpa não é dela, e sim nossa. Por isso, em vez de se decepcionar com outras pessoas, temos que reavaliar as nossas ações e ver se quem está realmente decepcionando, somos nós.

Complicado, não? Pois é, bem-vindo ao meu mundo.

Eu estou cansado

Estou cansado de acordar todos os dias e desejar não ter acordado.
Estou cansado de ir trabalhar todos os dias sem vontade.
Estou cansado de sentar em minha sala e não fazer nada.
Estou cansado de não ter vontade de trabalhar.
Estou cansado de não conseguir me concentrar.
Estou cansado de reclamar de tudo e não tomar uma atitude.
Estou cansado de não ser capaz de tomar uma iniciativa.
Estou cansado de falar que quero isso e aquilo.
Estou cansado de voltar para casa e não ter o que fazer.
Estou cansado de estar apaixonado e não ser correspondido.
Estou cansado de não falar tudo o que sinto.
Estou cansado de não ter o que falar.
Estou cansado de ficar sem estudar.
Estou cansado de ser burro.
Estou cansado de começar as coisas e não terminar.
Estou cansado de ser viciado em certas coisas.
Estou cansado de ser um mal educado.
Estou cansado de não ter dinheiro pra nada.
Estou cansado de ficar no Brasil.
Estou cansado de querer sair do Brasil.
Estou cansado de entrar em conflito comigo mesmo.
Estou cansado de mim.
Estou cansado de você.
Estou cansado... de tudo...