quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Auto-Sacrifício
Mas até quando? O auto-sacrifício realmente é algo nobre, mas será que vale a pena nos desgastarmos tanto, apenas para agradar alguém? Ou até mesmo, quando é necessário que nós façamos esse tal sacrifício, mas no fim das contas, acaba sendo uma enorme dor-de-cabeça. Será que realmente vale a pena?
Acho legal quando alguém decide algo pensando nos outros, deixando suas vontades de lado para satisfazer a necessidade ou apenas pelo agrado de outra pessoa. A vida é cheio disso, pois, mesmo quando não queremos, temos que sacrificar nossa liberdade para determinadas coisas que farão bem para os dois lados. Em um relacionamento íntimo, isso é essencial.
Porém, até que ponto alguém aguenta? Nos sacrificarmos para um bem maior pode ser bom, mas se isso nos afeta, será que devemos continuar? Parar com tudo obviamente causará um efeito negativo. Aí é que entra a questão: Será que os meus problemas são maiores/piores que os da pessoa que estou ajudando?
Não me entendam errado, não estou falando que devemos nos sacrificar sempre pelos outros e achar que eles precisam da nossa ajuda mais que nós mesmo.
O que quero dizer é que, quando nos sacrificamos por outros, esperamos que surjam bons resultados disso. Só que, se enquanto isso não acontece, nós começamos a nos prejudicar com isso tudo, será que vale mesmo a pena?
Pois é... apenas uma dúvida que me surgiu recentemente...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Expectativa e esperança
Essa esperança sobre determinadas coisas é boa. Mas quando estamos incertos sobre como a pessoa pode reagir, isso gera insegurança, e aí não é tão bom assim.
Esperar muito dos outros pode ser um problema. Se você não conhece muito bem a pessoa, então existem muitas variáveis que podem entrar no processo, e assim, criam certas confusões e situações dentro de nossas cabeças.
Mas não podemos culpá-las. Elas não são obrigadas a saber o que se passa em nossas cabeças, não podem adivinhar as coisas. Se não fomos diretos e claros nas nossas idéias, não podemos esperar que as pessoas reajam como esperamos e nos respondam sempre como queremos.
Temos sempre que ter em mente que não seremos correspondidos quando queremos ser. Essa paranóia é necessária, por mais horrível que seja. Mas não podemos fazer nada, as coisas são assim, e não temos como mudar isso e as pessoas.
Aceitar a realidade pode ser difícil e muitos relutam em aceitá-la, como eu, por exemplo. Sonhar é muito mais agradável, seguro e satisfatório. Um grande erro.
Desejar que as coisas sejam como queremos é uma grande besteira. Por isso sofremos tanto, pois queremos que o mundo e as pessoas sejam como queremos e respondam as nossas ações como desejamos. Assim, a gente “apanha” da vida e, espera-se que aprendemos. Mas essa esperança pode se tornar um vício. Sonhar é muito mais fácil do que aceitar a realidade.
É um defeito que temos que lidar com o tempo. Espero conseguir superar essa “falha”, e enxergar as coisas como devem ser vistas. Quem sabe assim, não me decepciono tanto?
Mas um detalhe. Geralmente essa decepção é em cima da pessoa que estamos com expectativas e esperanças. Mas temos que ter em mente que, somando tudo o que escrevi acima, a resposta da pessoa depende de nossas ações. Portanto se alguém não supera nossas expectativas, a culpa não é dela, e sim nossa. Por isso, em vez de se decepcionar com outras pessoas, temos que reavaliar as nossas ações e ver se quem está realmente decepcionando, somos nós.
Complicado, não? Pois é, bem-vindo ao meu mundo.
Eu estou cansado
Estou cansado de ir trabalhar todos os dias sem vontade.
Estou cansado de sentar em minha sala e não fazer nada.
Estou cansado de não ter vontade de trabalhar.
Estou cansado de não conseguir me concentrar.
Estou cansado de reclamar de tudo e não tomar uma atitude.
Estou cansado de não ser capaz de tomar uma iniciativa.
Estou cansado de falar que quero isso e aquilo.
Estou cansado de voltar para casa e não ter o que fazer.
Estou cansado de estar apaixonado e não ser correspondido.
Estou cansado de não falar tudo o que sinto.
Estou cansado de não ter o que falar.
Estou cansado de ficar sem estudar.
Estou cansado de ser burro.
Estou cansado de começar as coisas e não terminar.
Estou cansado de ser viciado em certas coisas.
Estou cansado de ser um mal educado.
Estou cansado de não ter dinheiro pra nada.
Estou cansado de ficar no Brasil.
Estou cansado de querer sair do Brasil.
Estou cansado de entrar em conflito comigo mesmo.
Estou cansado de mim.
Estou cansado de você.
Estou cansado... de tudo...
sábado, 16 de agosto de 2008
Devaneios I - Imortalidade
Recentemente estive pensando sobre um assunto interessante. A imortalidade. Imaginei como seria se toda a raça humana fosse imortal, mas não desde o ínicio dos tempos, e sim, recentemente. Este tema foi discutido pela banda italiana de power metal, Vision Divine, em seu álbum “The Perfect Machine”.
Neste álbum, é contada a história da raça humana após a descoberta de um cientista que decifra o código genético de nosso DNA e também o motivo pelo qual leva as nossas células a envelhecerem e eventualmente morrerem. Com isso, ele consegue manipular as células a não pararem de se regenerar nunca, fazendo com que parássemos de envelhecer. Também seria possível criar curas para todas as doenças. No final, o homem se tornaria a “máquina perfeita”, como sugere o título do álbum. Mas isso é só o começo, pois junto com a novidade, surgem os problemas morais de tudo isso.
Para citar uma parte da história crítica para o entendimento deste texto:
“Esta nova condição faz com que o cientista tenha certeza que Deus não passava de uma invenção necessária para o homem durante sua vida mortal, para lhe trazer um sentido a uma existência em que todos procuram por uma resposta para o grande mistério da morte”
Com isso, o cientista conclui que, na verdade, as religiões em geral serviam como uma forma de profecia sobre a imortalidade do ser humano, que ao crer em seus instintos conservadores, um dia chegaria a descobrir o caminho para imortalidade. Assim, o Deus que todos adoravam, de qualquer religião, era na verdade uma projeção do que o homem se tornaria, ao alcançar o seu objetivo, fazendo com que o homem seja Deus e vice-versa.
Uma parte um tanto quanto incoerente, é que a reprodução humana passa a ser desnecessária, já que o motivo pelo qual nos procriamos, é apenas para perpetuar a nossa espécie e fazer com que as novas gerações construam um mundo superior e melhor. Mas ao atingir a imortalidade, o homem finalmente chegou ao topo, não precisando mais de filhos para continuar com o que foi deixado por seus antepassados.
Se formos parar para pensar, isso realmente é verdade e faz muito sentido. Porém, temos nossos “instintos” para reprodução, e muita gente deseja ter um filho(a) um dia. Não acho que mesmo sendo imortal, as pessoas parariam de se reproduzir. Viver apenas de sexo por toda a eternidade, por muito bom que isso possa soar, acaba uma hora perdendo o sentido. Com um filho, as pessoas poderiam se dedicar a isso, a tornar essa pessoa em alguém maior.
Porém, se a raça humana imortal decide não parar de ter filhos, uma hora o mundo acaba não aguentando mais pessoas. Afinal, ninguem mais morre pra dar espaço ao outro. Assim, a corrente de eventos naturais é quebrada.
Se formos longe nesse assunto, podemos imaginar que isso poderia ser cogitado mundialmente, e leis criadas para evitar uma super-população, evitando ou proibindo, as pessoas de terem filhos. Mas como sempre, existirão pessoas que não concordarão com a idéia e obviamente isso gerará uma grande discussão.
Penso ainda que muitos costumes não deixariam de ser praticados. Por exemplo, a pessoa vive para sempre, não pode mais ficar doente, mas mesmo assim, pode optar por usar drogas, fumar cigarros e beber bebidas alcólicas. Com a facilidade da cura para qualquer doença, o que impede as pessoas de viciar mais e mais nessas coisas?
Acho que o ser humano não deve viver para sempre, pois não temos uma cabeça feita pra isso. Ainda existirá a ganância para se ter tudo. Mas para isso, eu imagino que teria que ser feito uma mudança geral nas sociedades.
Primeiramente, o dinheiro não deveria mais existir. Afinal, não precisamos dele para sobreviver. Segundo, sem o dinheiro, não existiria o problema de falta de verba para novas tecnologias, estudos e pesquisas. O ser humano poderia se dedicar a estudar novas maneiras de explorar o espaço, ou criar novos tipos de entretenimento. Muita coisa poderia acontecer, sem o medo de não ter tempo.
Seria realmente um mundo perfeito. Porém, o “X” da questão é: Até quando aguentaríamos viver assim? Uma hora as coisas cansam. Isso é óbvio. E tendo todo o tempo do mundo pra fazer o que quiser, não existirá aquele que falará “não tenho tempo para essas coisas” ou então “eu queria fazer aquilo, mas não tenho tempo”. Você poderia ir a qualquer lugar, trabalhar com o que quiser, se dedicar a vários esportes ou hobbies. Mas isso uma hora se tornaria repetitivo e enjoativo. Poderia demorar para uma hora se cansar de tudo, mas cedo ou tarde, isso acontecerá.
Aí que eu penso que com isso, muita gente se suicidaria. Enlouqueceria.
Com a imortalidade, a vida perderia todo o seu sentido. Nós nascemos com um prazo de validade. Crescemos e aprendemos com o tempo. Nos dedicamos à alguma coisa para podermos sobreviver e curtir nossas vidas. Tudo isso, para que possamos ter uma morte boa. Filhos são essenciais para nossas vidas terem sentido, afinal, o que termina conosco, continua com as próximas gerações.
Vivendo para sempre, não temos mais preocupações “mortais”. A vida teria um novo sentido, porém, a base de quê? Prazer? Viveríamos pra sempre nos esbaldando em passa-tempos e diversão. A vida realmente é para isso?
A imortalidade dá tempo ao homem, mas não muda seu modo de pensar. De que adianta vivermos para sempre, se as pessoas continuam com a mesma mentalidade?
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Hedonismo e rotina
Se você for uma pessoa normal como eu, sabe que é difícil fazer o que gosta, comprar o que quer e curtir como queira, sem ter dinheiro.
Ainda mais, para ser hedonista, você faz tudo para o seu prazer. Mas dependendo do seu estilo de vida, você não pode se dedicar apenas a você mesmo.
Talvez um sinônimo para hedonismo seja “egoísmo”. Se for o caso, eu sou um egoísta.
Porém, não praticante no momento. Mais uma razão por que acho difícil ser hedonista.
Se você trabalha, você precisa passar grande parte do seu dia fazendo alguma coisa para os outros, mesmo sem querer. Você gasta seu tempo seguindo ordens, tempo que poderia ser usado para fazer algo para o seu prazer. Nem que seja dormir até mais tarde só por que é bom. Mas não, é impossível pensar em alguma coisa dessa, com tanta coisa a fazer. É foda...
Por isso que eu odeio rotina. Consome muito o meu tempo e não o aproveito como quero. Acordar cedo, se arrumar, sair às pressas, chegar no trabalho e continuar com aquele ritmo infernal de todo dia, é realmente uma merda.
Quando se tem uma pequena folga, tenta-se aproveitá-la ao máximo. Quando ela acaba, toda a alegria que foi pouco vivida, é retirada de você como se fosse o seu último suspiro no leito de morte.
E quando chega em casa, então? Toda sua energia foi gasta já fazendo coisas que você não gostaria de ter feito. E como praticar o hedonismo assim? Como vou viver ao meu prazer, se parte de minha vida é controlada por um sistema que exige que eu dedique horas do dia apenas sonhando com o final de semana e o pagamento no fim do mês? Sabe, às vezes eu acho que isso não é vida. E por causa disso, já cogitei INUMERAS vezes a hipótese de jogar tudo para o alto e viver minha vida. Agora me diz, vou fazer isso como, se além das pessoas que dependem de mim, eu não tenho nenhum puto no bolso??
É foda, é foda...
Não quero ser um hedonista para apenas curtir a mim mesmo algumas horas por dia ou então só nos finais de semana... Isso não é hedonismo.
Porém, se o trabalho fosse algo realmente prazeroso, algo que faria eu acordar cedo e empolgado, a história seria totalmente diferente. Mas acredito que se fosse tão fácil assim, o mundo não seria tão ruim como é hoje em dia.
Mas descobri que se não temos uma forma de fugir dessa realidade, então está tudo perdido, e viramos escravos da rotina.
Eu chamo isso de “válvula de escape”, uma forma de fugir de todos os problemas, mesmo que por um curto período de tempo. Cada um tem a sua própria válvula, podendo variar de pessoa para pessoa. No começo, eu achei que fumar seria uma boa forma de desestressar. E foi. Mas os problemas foram crescendo e o cigarro aumentando. Agora sou um viciado e estressado! Irônico, não?
Mas com o tempo fui descobrindo mais maneiras de fugir do stress de uma rotina infernal. Conversas com uma certa pessoa ajuda bastante. A música também é um excelente remédio. E descobri que é na música onde eu me encontro realmente. Mas isso é assunto para outro post.
Para concluir: Hoje em dia, se você trabalha ou ocupa seu tempo para poder viver os seus prazeres hedonistas, resultando em horas do dia perdidos para isso, então você não é hedonista.
Mas para que todo esse stress seja tolerável, você precisa de uma “válvula de escape”. Eu por enquanto tenho a minha, e você?
Responsabilidade
Hoje em dia, essa palavra tem outro significado para mim... Responsável pra mim, mudou para “culpado”, e “ter responsabilidade” é o mesmo que “assumir a culpa”.
Foda ter um monte de coisa dependendo de você, e, qualquer errinho que você cometer, pode acarretar em inúmeros desastres que não só te afetam, como também aqueles que estão com você.
Ter a responsabilidade de fazer algo que vá ajudar muitos é muita coisa para uma pessoa só. Não ter direito a mais chances é cruel demais, porém, se você tem este cargo, então foi por merecer. Mas nem sempre é assim.
Por isso, qualquer deslize ou falta de atenção, acarretam em problemas que irão te perturbar enquanto não forem resolvidos a tempo. E tempo é mais outra coisa que também mudou de significado. Claro, mudou pra pior.
Era bom quando não tínhamos problemas e tarefas para se preocupar. Era muito bom chegar em casa e pensar “ai ai... o que que eu vou fazer hoje? To sem nada pra fazer mesmo...”. Por um tempo foi ruim, pois era tanto tempo de sobra que não sobravam coisas para fazer. Mas hoje em dia eu percebo que eu daria tudo para voltar a esse tempo.
Sim, já deu pra perceber que ta tudo uma merda aqui... Não sei se cresci muito rápido ou se não cresci mesmo. Talvez seja por isso que eu culpe tanto as responsabilidades a mim mesmo.
Não posso confirmar, mas sei que ta sendo uma merda. Muita coisa acontecendo, muito pouco sendo feito e muito coisa querendo ser realizada mas sem a chance para o tal. Nunca pensei que fosse me sentir assim... Quando era apenas um jovem sem idéias na cabeça apenas pensando sobre “o que fazer a seguir?”, esse tipo de situação nunca passou por mim. É, talvez meus pais estavam certos em falar que só quando eu crescesse, eu viria como é uma merda ser gente grande.
Mas na real, acho que nem gente grande eu sou ainda. E pra ser mais honesto ainda, eu nem quero ser. Mas essa utopia não cabe no meu mundo, portanto, tenho que engolir seco e fazer o que tenho que fazer, mesmo odiando.
Tudo bem, “de boa”. Mas espero que isso não me consuma com o tempo. Achei que fumar ajudaria... E na verdade até ajudou, mas não o suficiente. Calma, não vou apelar para algo mais forte, não sou tão imbecil assim. Mas de qualquer forma, preciso de uma válvula de escape.
Pensei que talvez conversando com alguém fosse ajudar, mas não sou de dividir meus problemas com os outros. Não quero que os outros sintam pena de mim, ou se preocupem comigo. Todos já temos problemas o suficiente para enfrentar diariamente, portanto os meus não precisam fazer parte dos deles.
É... Essa filosofia de individualismo é legal, mas tem seu preço.
Família? Sabe, honestamente eu não agüento mais ela. Na verdade, grande parte dos meus confrontos internos comigo mesmo são causados por esse monte de gente que divide o mesmo sangue que eu. Mas vou fazer o quê? Família a gente não escolhe. E nem trocaria também. Sim, é uma hipocrisia querer falar mal e proteger ao mesmo tempo. Estou acostumado a me contrariar o tempo todo.
Porém, nem tudo é um inferno. Mesmo que seja breve, encontrei uma válvula de escape que me ajuda bastante a tolerar os problemas do dia. Não nos falamos muito, mas o pouco que é falado, é muito importante pra mim. Seria legal se fosse o contrário também, mas aí é pedir demais.
Heh, sim, eu sou um cara confuso. Tente ser eu, você vai se divertir de tão confusa que é a minha mente. Eu me divirto. Mas a diversão é pouco vivida, com o pouco tempo que tenho para fazer o que gosto mesmo.
Isso explica por que eu não durmo muito. Tento aproveitar meu tempo livre ao máximo, nem que para isso seja necessário sacrificar algumas horas de sono. E se for para usar esse tempo com alguém, então vale milhões de vezes mais a pena!
Tenho muito pra falar ainda, mas acho que não estou pronto. Queria falar mais sobre essa pessoa especial, mas ainda é cedo. Platonices são fodas...
Enfim, não sou de escrever blogs (um eufemismo para um diário), mas tinha que tirar esse mini-peso de dentro de mim.
É isso ae.
domingo, 9 de março de 2008
A força do ser humano
Somos fracos por termos a necessidade de querer acreditar que tudo faz sentido e de que há uma razão para tudo.
Somos fracos, pois somos fúteis e imperfeitos.
Somos fracos por termos medo do desconhecido e não ter coragem de enfrentá-lo.
Somos fracos por dependermos fisicamente, financeiramente e psicologicamente de outra pessoa.
Somos fracos por temermos o tempo.
Somos fracos por termos medo da morte.
Somos fracos por sermos hipócritas.
Mas mesmo assim, nós conseguimos superar algumas fraquezas. Temos algumas características formidáveis que fazem com que superamos muitas, mas nunca todas, fraquezas! A principal delas é a evolução.
A evolução é na verdade um aprendizado, “vivendo, errando e aprendendo”. Durante nossas vidas, aprendemos a viver, a conviver e a fazer. Errando, nós aprendemos o que fazer para evitar que o erro se repita. Assim evoluímos cada vez mais com nossos erros.
Se descobrirmos o que há de errado conosco, trabalhamos em cima disso para que não seja mais um problema. Ao descobrir um problema novo em qualquer situação, se nos convêm, tentamos solucioná-lo.
Mas a nossa fraqueza às vezes supera nossa capacidade.
A sociedade cria certos padrões/dogmas de diversos assuntos que para alguns, não os convêm. Exemplo: vestimenta, ideologias, materialismo, religião, e principalmente, seus gostos. Ao contrariá-las, somos excluídos socialmente por não fazer parte dos padrões que todos seguem. O maior problema nisso está ligado em outras de nossas fraquezas, as futilidades da importância que damos a opinião dos outros, a dependência que temos de outras pessoas e o medo de perder nossas conquistas.
Quando isso ocorre, é gerado um conflito interno na pessoa, onde suas ideologias são obrigadas a serem omitidas para que possa haver um convívio social. Assim, estamos negando a nós mesmos por causa dos nossos apegos e insegurança.
A fraqueza nisso está em sermos covardes a ponto de não contrariarmos os padrões e opiniões. E o principal fator que gera essa fraqueza, é a falta de respeito com a opinião, gostos e ideologias de outras pessoas. Pois, ao fazer parte de uma sociedade e seguir os padrões dela, nós nos acostumamos a esse estilo de vida. Tudo aquilo que a contradiz é taxado como “diferente” ou “estranho” e por causa disso, sofre preconceitos por parte dos que não concordam com a tal diferença.
Um exemplo disso nos dias de hoje, é os diferentes estilos musicais e suas respectivas tribos. Se em uma comunidade “country” surge um punk, isso gerará um certo conflito de ideais e gostos. A maioria estará indiferente quanto ao punk por ele não seguir os mesmos conceitos que a maioria. Por isso, acabam criando paradigmas e preconceitos sobre o que não conhecem.
E isso nos trás a próxima fraqueza do ser humano, que é o medo do desconhecido. Às vezes, uma forma de agressão e desrespeito com outras pessoas de diferentes padrões, é um modo de se “defender” ou evitar uma certa coisa que é desconhecida para o agressor. E para não ter o problema de se arriscar em algo que lhe é desconhecido, o ser humano prefere evitá-la mesmo sem conhecer o que está evitando.
Nossos preconceitos e medos nos fazem tirar conclusões sem fundamentos, baseados apenas nos “achismos”, sendo que, na maioria das vezes, nós estamos totalmente errados no que concluímos.
Por isso, vemos muitas pessoas criticando outras culturas ou gostos sem mesmo saber do que se tratam. E isso é algo totalmente inaceitável para um convívio natural entre pessoas de diferentes aspectos.
Para concluir, mesmo que nós humanos somos fracos e temos muitas falhas, se tentarmos evoluir através da razão e do bom-senso, nós podemos nos tornar fortes ou quase isso. Porém, a perfeição é um paradoxo para o ser humano, pois não existe um tipo perfeito para nós. Afinal, a raça humana inteira não foi feita para pensar igualmente, onde cada um tem o seu jeito de pensar e de ser. Se uma pessoa atinge uma “perfeição”, outras pessoas acharão falhas nela, independente de sua perfeição em qualquer aspecto.
Peço desculpas pelo texto um pouco misantropo e analitico. Com certeza em alguns aspectos eu posso estar errado, portanto, sou apenas mais um reclamando de nossas imperfeições.